O coordenador do SINTEPP no município de Ananindeua, professor Jair Pena colocou a boca no trombone: o governo estadual está descumprindo a legislação federal e pagando menos que o salário mínimo no vencimento base dos professores estaduais.Ele escreveu:“O contracheque do mês de fevereiro já disponível no site da SEDUC é uma prova de que o governo do Estado do Pará está cometendo uma ilegalidade perante a constituição federal.O vencimento base do professor AD4 em janeiro/09 está fixado em 433,59 para 100h aulas e a partir de primeiro de fevereiro/09 passou a vigorar o novo salário mínimo nacional de 465,00.Em consequência o vencimento base dos professores da SEDUC deveriam ter sido alinhados automaticamente ao mínimo nacional em fevereiro.Isto sempre ocorreu em todos os governos do Pará nos últimos 14 anos,inclusive no governo Ana Julia em março de 2008 quando o salário mínimo alterou para 415,00.O vencimento base correto a ser expresso no contracheque de fevereiro seria 465,00 para 100h e 930,00 para 200h e isto não aconteceu.Pela primeira vez os professores vão receber um vencimento base abaixo do salário mínimo nacional ,isto é inconstitucional e imoral. Esta atitude do governo é um acinte a nossa categoria e não podemos ficar calados frente a essa ilegalidade. O Ministério Público Estadual e a Assembléia Legislativa tem o dever de se pronunciar a este fato grave que é um baile na legislação, onde quem dança são os professores vinculados a SEDUC”.
Postado por Luiz Araújo
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Folha de São Paulo nega o horror nos porões da ditadura
Segundo a Folha de São Paulo, em editorial publicado na última terça-feira (17/02) sobre a vitória de Hugo Chàvez no referendo que deu direito aos políticos do poder executivo se re-elegerem quantas vezes quiser, houve uma “ditabranda” no Brasil durante o regime militar, entre 1964 e 1985.Ainda de acordo com o pensamento infame dos seus proprietários, os Frias que vieram em busca de oportunidades aqui no Brasil, esses governos autoritários “partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.
O presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azêdo, considerou o episódio “lamentável”. Em sua opinião, a Folha, num só parágrafo, alinha uma série de “equívocos de caráter político e histórico”.“Ao dizer que é uma ‘ditabranda’, o jornal esquece, por certo, das mortes ocorridas durante a ditadura. Esquece dos milhares que tiveram seus direitos políticos cassados, que tiveram que se exilar, sem contar os torturados nas masmorras da ditadura.É lamentável que se proceda a uma revisão histórica dessa natureza. O que era negativo passa a ser positivo, dando absolvição àqueles que violaram os direitos constitucionais e cometeram crimes, como o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nos porões do Doi-Codi”, diz Azêdo.O presidente da ABI lembra também que o direito ao habeas-corpus foi suspenso durante o regime militar: “Dizer que houve acesso à Justiça é uma falsidade de caráter histórico que deveria causar vergonha à Folha de S. Paulo”, diz. Fonte: Comunique-seDespautérios como estes só poderiam vir de quem, não só deu total apoio aos carrascos militares como também foi um dos principais articuladores do golpe de 64.Foram e continuam sendo subservientes aos golpistas e aos filhos da ditadura.
FONTE: BLOG BODEGA CULTURAL
O presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azêdo, considerou o episódio “lamentável”. Em sua opinião, a Folha, num só parágrafo, alinha uma série de “equívocos de caráter político e histórico”.“Ao dizer que é uma ‘ditabranda’, o jornal esquece, por certo, das mortes ocorridas durante a ditadura. Esquece dos milhares que tiveram seus direitos políticos cassados, que tiveram que se exilar, sem contar os torturados nas masmorras da ditadura.É lamentável que se proceda a uma revisão histórica dessa natureza. O que era negativo passa a ser positivo, dando absolvição àqueles que violaram os direitos constitucionais e cometeram crimes, como o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nos porões do Doi-Codi”, diz Azêdo.O presidente da ABI lembra também que o direito ao habeas-corpus foi suspenso durante o regime militar: “Dizer que houve acesso à Justiça é uma falsidade de caráter histórico que deveria causar vergonha à Folha de S. Paulo”, diz. Fonte: Comunique-seDespautérios como estes só poderiam vir de quem, não só deu total apoio aos carrascos militares como também foi um dos principais articuladores do golpe de 64.Foram e continuam sendo subservientes aos golpistas e aos filhos da ditadura.
FONTE: BLOG BODEGA CULTURAL
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Deu na Imprensa : Um a cada cinco professores brasileiros é temporário
Pelo menos um em cada cinco professores da rede estadual de ensino no Brasil é temporário, segundo levantamento realizado pela Folha em 23 Estados e publicado na edição desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
A média nacional é superada por sete Estados, inclusive São Paulo.
O levantamento aponta que a situação mais grave é a do Mato Grosso, em que 49% dos docentes são temporários. Em São Paulo esse índice chega a 43%.
A área da educação estadual de São Paulo enfrenta um problema na Justiça devido a professores temporários. Uma liminar da Justiça impediu a pasta de usar notas da prova classificatória para atribuir cargos na rede estadual a professores temporários sindicalizados.
A média nacional é superada por sete Estados, inclusive São Paulo.
O levantamento aponta que a situação mais grave é a do Mato Grosso, em que 49% dos docentes são temporários. Em São Paulo esse índice chega a 43%.
A área da educação estadual de São Paulo enfrenta um problema na Justiça devido a professores temporários. Uma liminar da Justiça impediu a pasta de usar notas da prova classificatória para atribuir cargos na rede estadual a professores temporários sindicalizados.
Líder negro questiona: cadê os blocos afro da Bahia?
cadê os blocos afro da Bahia?
Em meio à grandiosidade do carnaval baiano e à comemoração dos 60 anos do Afoxé Filhos de Ghandy, muitos grupos tradicionais de afoxés, blocos de índios e agremiações de comunidades tradicionais de Salvador desapareceram ou correm o risco de desaparecer, por falta de condições para se sustentar. Quem faz o alerta é Hamilton Borges, liderança do Movimento Negro da Bahia.
Borges afirma ter visto muitos afoxés se perderem. “Os afoxés, com raríssimas exceções, estão se acabando. Esses grupos não estão suportando a imposição do comércio, do capital investido no carnaval. Mesmo os afoxés que se mantêm por força da comunidade não estão dando conta de se manter”, advertiu Borges, morador do Engenho Velho de Brotas, casa do afoxé que teve um papel revolucionário perante os blocos afro da Bahia, ao afirmar os valores da cultura negra ao descer a Ladeira de Nanã.
“Os grupos se mantêm dentro de uma perspectiva comunitária e até os anos 1980 eles se sustentavam com dinheiro dos associados. Saíam com 400 ou 600 pessoas e até com 3 mil pessoas”, destacou Hamilton, que lembrou o Afoxé Badauê, cantado por vários artistas, inclusive na letra de Caetano Veloso: “No Badauê, vira menina, macumba, beleza, escravidão. No Badauê. Toda grandeza da vida no sim/não. No Zanzibar. Uma menina bonita pegou amor em mim. No Zanzibar. Os orixás acenaram com o não/sim”, cantarolou Borges.
O Badauê foi criado em 1978, no dia 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura. “Ele fez 30 anos, mas já não desfila. Agora, as pessoas estão novamente se juntando e vão fazer uma série de eventos para tentar reanimar o bloco”, destacou.
Da mesma forma que o Badauê deixou de desfilar, Borges se lembra do Obaxirê, no bairro São Caetano, e o Ébano, que também acabaram se perdendo no tempo. “São afoxés tão importantes quanto esses que fazem sucesso hoje”, ressaltou. Já os afoxés Filhos do Korin Efan e Filhos do Congo, por exemplo, ainda resistem, mas com dificuldades. “Todos os anos eles saem mas de forma precária, com a pior fantasia que se possa imaginar, sem apoio do governo ou de empresas privadas”, lamentou.
A prosperidade experimentada pelos Filhos de Ghandy, na opinião de Borges, ocorre pelo fato de o bloco estar ligado aos grandes terreiros de Candomblé da Bahia (Gantois, Casa Branca, Ilê Axé Opo Afonjá). Nesses terreiros havia figuras eminentes, como Jorge Amado, Pierre Verger, Antônio Carlos Magalhães, entre outros, que davam essa legitimidade, esse suporte político para os terreiros e também para os blocos.
Crítico do carnaval voltado exclusivamente para turistas, Borges destaca a falta de contrapartida social dos grandes trios elétricos, que pagam uma taxa mínima para desfilar nos circuitos, entre eles o mais badalado, que recebe o nome de Dodô, localizado na orla Barra/Ondina. “Não existe uma contrapartida social dos grande trios que lucram milhões com o carnaval da Bahia. Temos um carnaval que exclui”, destacou.
“Os negros criaram todo o capital simbólico que faz o carnaval da Bahia ser uma festa com caráter internacional. O principal movimento do carnaval de Salvador, que é o Axé, vem de uma referência religiosa, que é o Candomblé. Mas a música que virou marca do carnaval baiano não tem nada a ver com essas referências. Existem comunidades que perderam o conhecimento dos blocos que se formaram. Já estão caindo no esquecimento. E como não há mais esse conhecimento, essas comunidades não se inserem mais no carnaval a partir de uma leitura própria, de um código próprio. Ela não vai se reinserir no carnaval de shortinho e abadá”, criticou.
Agência Brasil
Em meio à grandiosidade do carnaval baiano e à comemoração dos 60 anos do Afoxé Filhos de Ghandy, muitos grupos tradicionais de afoxés, blocos de índios e agremiações de comunidades tradicionais de Salvador desapareceram ou correm o risco de desaparecer, por falta de condições para se sustentar. Quem faz o alerta é Hamilton Borges, liderança do Movimento Negro da Bahia.
Borges afirma ter visto muitos afoxés se perderem. “Os afoxés, com raríssimas exceções, estão se acabando. Esses grupos não estão suportando a imposição do comércio, do capital investido no carnaval. Mesmo os afoxés que se mantêm por força da comunidade não estão dando conta de se manter”, advertiu Borges, morador do Engenho Velho de Brotas, casa do afoxé que teve um papel revolucionário perante os blocos afro da Bahia, ao afirmar os valores da cultura negra ao descer a Ladeira de Nanã.
“Os grupos se mantêm dentro de uma perspectiva comunitária e até os anos 1980 eles se sustentavam com dinheiro dos associados. Saíam com 400 ou 600 pessoas e até com 3 mil pessoas”, destacou Hamilton, que lembrou o Afoxé Badauê, cantado por vários artistas, inclusive na letra de Caetano Veloso: “No Badauê, vira menina, macumba, beleza, escravidão. No Badauê. Toda grandeza da vida no sim/não. No Zanzibar. Uma menina bonita pegou amor em mim. No Zanzibar. Os orixás acenaram com o não/sim”, cantarolou Borges.
O Badauê foi criado em 1978, no dia 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura. “Ele fez 30 anos, mas já não desfila. Agora, as pessoas estão novamente se juntando e vão fazer uma série de eventos para tentar reanimar o bloco”, destacou.
Da mesma forma que o Badauê deixou de desfilar, Borges se lembra do Obaxirê, no bairro São Caetano, e o Ébano, que também acabaram se perdendo no tempo. “São afoxés tão importantes quanto esses que fazem sucesso hoje”, ressaltou. Já os afoxés Filhos do Korin Efan e Filhos do Congo, por exemplo, ainda resistem, mas com dificuldades. “Todos os anos eles saem mas de forma precária, com a pior fantasia que se possa imaginar, sem apoio do governo ou de empresas privadas”, lamentou.
A prosperidade experimentada pelos Filhos de Ghandy, na opinião de Borges, ocorre pelo fato de o bloco estar ligado aos grandes terreiros de Candomblé da Bahia (Gantois, Casa Branca, Ilê Axé Opo Afonjá). Nesses terreiros havia figuras eminentes, como Jorge Amado, Pierre Verger, Antônio Carlos Magalhães, entre outros, que davam essa legitimidade, esse suporte político para os terreiros e também para os blocos.
Crítico do carnaval voltado exclusivamente para turistas, Borges destaca a falta de contrapartida social dos grandes trios elétricos, que pagam uma taxa mínima para desfilar nos circuitos, entre eles o mais badalado, que recebe o nome de Dodô, localizado na orla Barra/Ondina. “Não existe uma contrapartida social dos grande trios que lucram milhões com o carnaval da Bahia. Temos um carnaval que exclui”, destacou.
“Os negros criaram todo o capital simbólico que faz o carnaval da Bahia ser uma festa com caráter internacional. O principal movimento do carnaval de Salvador, que é o Axé, vem de uma referência religiosa, que é o Candomblé. Mas a música que virou marca do carnaval baiano não tem nada a ver com essas referências. Existem comunidades que perderam o conhecimento dos blocos que se formaram. Já estão caindo no esquecimento. E como não há mais esse conhecimento, essas comunidades não se inserem mais no carnaval a partir de uma leitura própria, de um código próprio. Ela não vai se reinserir no carnaval de shortinho e abadá”, criticou.
Agência Brasil
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Sem espaço, escola invade "puxadinho" construído em outra
Instalação improvisada em escola estadual prevê a destruição de laboratório, cantina, cozinha e banheirosAlunos, pais e funcionários de escola no bairro de Pedreira prometem impedir obras; dirigente regional diz que a construção é provisória
LAURA CAPRIGLIONEDA REPORTAGEM
LOCAL Cerca de 1.000 pais, alunos e funcionários da Escola Estadual Ayres Neto, que fica no bairro da Pedreira, periferia sul de São Paulo, reuniram-se ontem à noite para protestar contra a construção improvisada pelo governo José Serra (PSDB) de oito salas de aula de madeirite, no pátio e na quadra do estabelecimento. Madeirite é aquele compensado usado como tapume de obra.O "puxadinho", como é chamado, deverá, depois de pronto, acomodar alunos de outra escola, a EE Francisco Alves Mourão, localizada no vizinho Jardim Apurá.Superlotada com seus 1.100 alunos, a Francisco Mourão fica em um desnível de terreno, "um buraco mesmo", disse uma mãe. Não tem espaço para crescer. Decidiu-se, então, ocupar os espaços da Ayres Neto.No dia 16 de dezembro de 2008, as escolas já sem os alunos (que estavam em férias), e a três dias do início das férias dos professores, a dirigente da regional Sul-1 da Secretaria da Educação, Beatriz Muzzi, assinou o documento com os diretores da Francisco Mourão e da Ayres Neto em que comunicava o início das obras.Quando voltaram das férias, anteontem, os alunos encontraram os operários furando a quadra para a colocação dos caibros de sustentação das salas de madeirite. O laboratório de física, química e biologia, a cantina da escola, a cozinha onde são preparadas as merendas escolares, os banheiros e a sala da Escola da Família começaram a ser derrubados, para lá se instalar um pátio também provisório, já que o espaço de educação física dos adolescentes estará ocupado. Uma das consequências foi que ontem, na merenda, em vez de comida, os alunos receberam apenas salgadinhos para comer."Estão destruindo a nossa escola. Quantos finais de semana viemos aqui para consertar carteiras, pintar as paredes, cuidar do Ayres Neto? Aquelas árvores que existem aí e que já estão grandinhas, também fomos nós que plantamos. Não vamos permitir que destruam isso tudo para construir uma improvisação sem sentido", discursou um professor, voz embargada."Ninguém é contrário a construir novas salas para o Mourão. Mas isso que estão fazendo é uma impostura. Nós exigimos respeito", disse a aluna Eliane.Inaugurada em 1978 no que já foi um curral de cavalos, a Ayres Neto é considerada uma das melhores escolas do bairro. Tem 2.800 alunos e mais uma longa lista de espera. Dos seus 160 professores, 57 são efetivos (é um dos maiores índices de professores concursados)."É como se o governo do Estado estivesse invadindo a minha própria casa", disse a professora de português.A reunião de ontem à noite decidiu que professores, alunos e pais impedirão a entrada dos tratores e dos operários na escola. "Se for o caso, acamparemos e ocuparemos o Ayres Neto", disse o professor de história Pedro Paulo Vieira Carvalho, 42, diretor da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), efetivo, no Ayres Neto desde 2005. Os alunos aplaudiram entusiasmados: "Eiro, eiro, eiro, queremos o banheiro".Na segunda-feira, a Folha revelou que a Secretaria da Educação já instalou em dez escolas da capital a improvisação do "puxadinho" de madeirite. No total, são 41 salas.As obras no Ayres Neto estão programadas para durar 90 dias. Segundo a dirigente regional Sul-1 da Secretaria da Educação, as instalações improvisadas deverão ser usadas por um período que não excederá um ano e meio. As obras definitivas na Francisco Mourão, se tudo der certo, só serão concluídas em agosto de 2011. Procurada, a Secretaria da Educação não atendeu a reportagem.
LAURA CAPRIGLIONEDA REPORTAGEM
LOCAL Cerca de 1.000 pais, alunos e funcionários da Escola Estadual Ayres Neto, que fica no bairro da Pedreira, periferia sul de São Paulo, reuniram-se ontem à noite para protestar contra a construção improvisada pelo governo José Serra (PSDB) de oito salas de aula de madeirite, no pátio e na quadra do estabelecimento. Madeirite é aquele compensado usado como tapume de obra.O "puxadinho", como é chamado, deverá, depois de pronto, acomodar alunos de outra escola, a EE Francisco Alves Mourão, localizada no vizinho Jardim Apurá.Superlotada com seus 1.100 alunos, a Francisco Mourão fica em um desnível de terreno, "um buraco mesmo", disse uma mãe. Não tem espaço para crescer. Decidiu-se, então, ocupar os espaços da Ayres Neto.No dia 16 de dezembro de 2008, as escolas já sem os alunos (que estavam em férias), e a três dias do início das férias dos professores, a dirigente da regional Sul-1 da Secretaria da Educação, Beatriz Muzzi, assinou o documento com os diretores da Francisco Mourão e da Ayres Neto em que comunicava o início das obras.Quando voltaram das férias, anteontem, os alunos encontraram os operários furando a quadra para a colocação dos caibros de sustentação das salas de madeirite. O laboratório de física, química e biologia, a cantina da escola, a cozinha onde são preparadas as merendas escolares, os banheiros e a sala da Escola da Família começaram a ser derrubados, para lá se instalar um pátio também provisório, já que o espaço de educação física dos adolescentes estará ocupado. Uma das consequências foi que ontem, na merenda, em vez de comida, os alunos receberam apenas salgadinhos para comer."Estão destruindo a nossa escola. Quantos finais de semana viemos aqui para consertar carteiras, pintar as paredes, cuidar do Ayres Neto? Aquelas árvores que existem aí e que já estão grandinhas, também fomos nós que plantamos. Não vamos permitir que destruam isso tudo para construir uma improvisação sem sentido", discursou um professor, voz embargada."Ninguém é contrário a construir novas salas para o Mourão. Mas isso que estão fazendo é uma impostura. Nós exigimos respeito", disse a aluna Eliane.Inaugurada em 1978 no que já foi um curral de cavalos, a Ayres Neto é considerada uma das melhores escolas do bairro. Tem 2.800 alunos e mais uma longa lista de espera. Dos seus 160 professores, 57 são efetivos (é um dos maiores índices de professores concursados)."É como se o governo do Estado estivesse invadindo a minha própria casa", disse a professora de português.A reunião de ontem à noite decidiu que professores, alunos e pais impedirão a entrada dos tratores e dos operários na escola. "Se for o caso, acamparemos e ocuparemos o Ayres Neto", disse o professor de história Pedro Paulo Vieira Carvalho, 42, diretor da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), efetivo, no Ayres Neto desde 2005. Os alunos aplaudiram entusiasmados: "Eiro, eiro, eiro, queremos o banheiro".Na segunda-feira, a Folha revelou que a Secretaria da Educação já instalou em dez escolas da capital a improvisação do "puxadinho" de madeirite. No total, são 41 salas.As obras no Ayres Neto estão programadas para durar 90 dias. Segundo a dirigente regional Sul-1 da Secretaria da Educação, as instalações improvisadas deverão ser usadas por um período que não excederá um ano e meio. As obras definitivas na Francisco Mourão, se tudo der certo, só serão concluídas em agosto de 2011. Procurada, a Secretaria da Educação não atendeu a reportagem.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Professores precisam é de concurso público
- Hamilton Pereira.
A recente polêmica envolvendo a "provinha" que a Secretaria Estadual de Educação promoveu para selecionar professores "temporários" – muitos na rede há mais de 20 anos – e que, por ação da Apeoesp, não valeu para a atribuição de aulas deste início de ano, está encobrindo um problema muito mais grave: a urgente necessidade de realização de concurso público para prover a rede de professores efetivos.
Para se ter uma ideia: em outubro de 2008, havia 242.871 professores empregados na rede estadual. Destes, 111.164 (45,8% do total) eram os OFAs (temporários) . Efetivos, ou seja, aqueles que entraram no serviço público pela porta da frente, via concurso, eram 131.707 professores (54,2%).
É um completo absurdo quase metade da rede ser composta por professores sem concurso, que a cada final de ano são dispensados, passam as festas em total insegurança e no início do ano letivo não sabem se terão aulas e onde poderão exercer seu ofício. Além da questão pessoal e trabalhista, isso desorganiza o planejamento das escolas. Os diretores não sabem se irão contar com a mesma equipe e os projetos, invariavelmente, têm de recomeçar do zero.
Os 16 anos de sucessivos governos tucanos no Estado têm sido pródigos em desorganizar e desqualificar a educação paulista. Diferentes secretários se sucederam, impuseram autoritariamente 'experiências' à rede pública e o resultado foi a queda da colocação de São Paulo no ranking educacional do país. E, sucessivamente – para encobrir sua própria irresponsabilidade -- acusam aos professores e ao seu sindicato pelos péssimos resultados obtidos, como se coubesse a eles a gestão do sistema.
A melhor “prova” para escolher um servidor – em qualquer área – é o concurso público, amplamente divulgado e realizado com toda a transparência. A educação em São Paulo não pode continuar sendo tratada como um laboratório, onde, a cada um ou dois anos, projetos milagrosos são impostos autoritariamente e as regras mudam a gosto do governante de plantão. Nossas crianças e jovens precisam de qualidade e respeito. Precisamos, sim, de educadores qualificados e competentes. Por isso, concurso público para professores JÁ!
Há três caminhos para a infelicidade: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina e não perguntar o que
A recente polêmica envolvendo a "provinha" que a Secretaria Estadual de Educação promoveu para selecionar professores "temporários" – muitos na rede há mais de 20 anos – e que, por ação da Apeoesp, não valeu para a atribuição de aulas deste início de ano, está encobrindo um problema muito mais grave: a urgente necessidade de realização de concurso público para prover a rede de professores efetivos.
Para se ter uma ideia: em outubro de 2008, havia 242.871 professores empregados na rede estadual. Destes, 111.164 (45,8% do total) eram os OFAs (temporários) . Efetivos, ou seja, aqueles que entraram no serviço público pela porta da frente, via concurso, eram 131.707 professores (54,2%).
É um completo absurdo quase metade da rede ser composta por professores sem concurso, que a cada final de ano são dispensados, passam as festas em total insegurança e no início do ano letivo não sabem se terão aulas e onde poderão exercer seu ofício. Além da questão pessoal e trabalhista, isso desorganiza o planejamento das escolas. Os diretores não sabem se irão contar com a mesma equipe e os projetos, invariavelmente, têm de recomeçar do zero.
Os 16 anos de sucessivos governos tucanos no Estado têm sido pródigos em desorganizar e desqualificar a educação paulista. Diferentes secretários se sucederam, impuseram autoritariamente 'experiências' à rede pública e o resultado foi a queda da colocação de São Paulo no ranking educacional do país. E, sucessivamente – para encobrir sua própria irresponsabilidade -- acusam aos professores e ao seu sindicato pelos péssimos resultados obtidos, como se coubesse a eles a gestão do sistema.
A melhor “prova” para escolher um servidor – em qualquer área – é o concurso público, amplamente divulgado e realizado com toda a transparência. A educação em São Paulo não pode continuar sendo tratada como um laboratório, onde, a cada um ou dois anos, projetos milagrosos são impostos autoritariamente e as regras mudam a gosto do governante de plantão. Nossas crianças e jovens precisam de qualidade e respeito. Precisamos, sim, de educadores qualificados e competentes. Por isso, concurso público para professores JÁ!
Há três caminhos para a infelicidade: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina e não perguntar o que
APEOESP – CALENDÁRIO DE ATIVIDADES 2009
DATA
MARÇO:
04 – 4ª feira Reunião Ordinária de R.Es *
08 – domingo Dia Internacional da Mulher
27 – 6ª feira Reunião Ordinária do CER
Assembléia Geral Ordinária
ABRIL
03 - 6ª feira Reunião Ord. da DEC
MAIO
01 – 6ª feira Dia do Trabalho
12 – 3ª feira Reunião Ordinária de R.Es*
20 a 23 4ª/Sáb. Congresso Estadual CUT/SP - CECUT
29 – 6ª feira Reunião Ordinária do CER*
(aprovação da data, critérios e temário da 4ª Conf. Estadual de Educação)
JUNHO
05 – 6ª feira Reunião Ord. da DEC
JULHO
23 – 5ª feira Seminário da Diretoria
24 – 6ª feira idem
25 – sábado idem
AGOSTO
10 a 15 – 2ª a sáb 10º CONCUT: Congresso Nacional da CUT
18 - 3ª feira Reunião Ordinária de R.Es*
28 – 6ª feira Reunião Ordinária do CER
SETEMBRO
07 – 2ª feira Grito dos Excluídos
17 – 5ª feira Enc. Reg. Preparatórios à 4ª Conferência*
OUTUBRO
02 – 6ª feira Reunião Ord. da DEC
13 - 3ª feira Reunião Ordinária de R.Es*
23 – 6ª feira Reunião Ordinária do CER
NOVEMBRO
18 a 20 - 4ª a 6ª. 4ª Conferência Estadual de Educação*
20 – 6ª feira Dia da Consciência Negra
DEZEMBRO
O3 – 5ª feira Eleição do CER*
a definir Seminário da DEC
SECRETARIA GERAL
* eventos a serem abonados pela SEE
MARÇO:
04 – 4ª feira Reunião Ordinária de R.Es *
08 – domingo Dia Internacional da Mulher
27 – 6ª feira Reunião Ordinária do CER
Assembléia Geral Ordinária
ABRIL
03 - 6ª feira Reunião Ord. da DEC
MAIO
01 – 6ª feira Dia do Trabalho
12 – 3ª feira Reunião Ordinária de R.Es*
20 a 23 4ª/Sáb. Congresso Estadual CUT/SP - CECUT
29 – 6ª feira Reunião Ordinária do CER*
(aprovação da data, critérios e temário da 4ª Conf. Estadual de Educação)
JUNHO
05 – 6ª feira Reunião Ord. da DEC
JULHO
23 – 5ª feira Seminário da Diretoria
24 – 6ª feira idem
25 – sábado idem
AGOSTO
10 a 15 – 2ª a sáb 10º CONCUT: Congresso Nacional da CUT
18 - 3ª feira Reunião Ordinária de R.Es*
28 – 6ª feira Reunião Ordinária do CER
SETEMBRO
07 – 2ª feira Grito dos Excluídos
17 – 5ª feira Enc. Reg. Preparatórios à 4ª Conferência*
OUTUBRO
02 – 6ª feira Reunião Ord. da DEC
13 - 3ª feira Reunião Ordinária de R.Es*
23 – 6ª feira Reunião Ordinária do CER
NOVEMBRO
18 a 20 - 4ª a 6ª. 4ª Conferência Estadual de Educação*
20 – 6ª feira Dia da Consciência Negra
DEZEMBRO
O3 – 5ª feira Eleição do CER*
a definir Seminário da DEC
SECRETARIA GERAL
* eventos a serem abonados pela SEE
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