terça-feira, 19 de novembro de 2013

GABARITOS OFICIAIS DA PROVA OBJETIVA DA SEE / SP

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO 
COORDENADORIA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS 
CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II 

A Coordenadora da Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, nos termos das Instruções Especiais SE 2, publicadas no DOE de 26/09/2013, que regem o Concurso Público para Professor Educação Básica II, 
torna público os GABARITOS OFICIAIS DA PROVA OBJETIVA , realizada no dia 17/11/2013.

Caberá recurso contra o gabarito oficial preliminar no prazo de 0h de 21 de novembro de 2013 até às 23h59min de 22 de novembro de 2013, no site da Fundação Getulio Vargas http://fgvprojetos.fgv.br/concursos/pebsp.

SEGUE LINK ABAIXO:

http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/622.pdf

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"Black Bloc"
(por Lincoln Secco - professor História - Universidade de S. Paulo)
Imagem Internet
black_bloc_protesto
 
"(...)O fato é que jovens sem a cultura política tradicional resolveram deixar a ideologia da espera. Tratados a pão e tijolo, enjaulados em terminais horrendos como o do Parque Dom Pedro, submetidos a infinitas baldeações, eles perderam o medo. Descobriram que não é a esperança que vence o medo. Mas a raiva (...)"
A imagem de um coronel da PM paulista agredido chocou a imprensa. Deixemos de lado o fato estranho: numa corporação militar não é comum que justamente o oficial de máxima patente fosse deixado sozinho em meio a manifestantes que não costumam ser bem tratados por seus soldados.
A presidente da República, movida pelas pesquisas de opinião, logo se declarou contra os "vândalos".
 
A Folha de São Paulo já tinha uma pesquisa pronta para revelar que 95% dos paulistanos são contra os Black blocs. Mas o mesmo jornal não explica como a esmagadora maioria da população pode se posicionar sobre aquilo que ninguém sabe o que é!
Afinal, a grande imprensa costuma mostrar o "vandalismo" como um ato irracional. Por que, afinal, alguém ataca caixas de banco? Um articulista da Folha de São Paulo sugeriu covardemente o uso do exército contra manifestantes! Já o Governador paulista, sempre movido pelo feixe para onde convergem suas idéias, pede que as leis sejam mais duras para agressores de policiais. Ele sequer tem o pejo de violar o artigo 5 da Constituição. Não somos todos iguais perante a lei? Sobre a desmilitarização da polícia nem uma palavra, afinal é uma obra da ditadura tão intocável quanto os torturadores ainda soltos por aí.
Depois dos confrontos do terminal Parque Dom Pedro em São Paulo foram 78 os jovens encarcerados. Segundo relato de um apoiador dos manifestantes, "na delegacia da Mooca havia um advogado do grupo dos ativistas com uma marca de tiro de borracha no abdômen, uma mãe rockeira orgulhosa do filho, pais moradores da Cohab e duas meninas da USP, combativas, e muito gratas pela nossa presença inútil por ali, que era basicamente para afastar os olhares repugnantes dos PMs rodeando no entorno como cães impunes.
Mais surpreendente foi o caso de um garoto que chegou de madrugada procurando o irmão que estava preso por formação de quadrilha. Detalhe: estavam passeando em São Paulo, vieram de Curitiba (portanto formaram a "quadrilha" em poucas horas).
O fato é que jovens sem a cultura política tradicional resolveram deixar a ideologia da espera. Tratados a pão e tijolo, enjaulados em terminais horrendos como o do Parque Dom Pedro, submetidos a infinitas baldeações, eles perderam o medo. Descobriram que não é a esperança que vence o medo. Mas a raiva.
S
e algum articulista já esperou de madrugada a saída do 1178 na Praça do Correio; depois chegou ao seu bairro e levou a milésima batida policial, engoliu a seco, chutou tudo o que viu pela frente e foi dormir chorando de raiva, deve só imaginar o que sente a juventude mascarada.
O velho Mao disse certa vez: uma Revolução "não pode ser assim tão refinada, calma e delicada , tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa".
Não vivemos nenhuma revolução até porque a ação dos blocos negros está muito longe da violência revolucionária, especialmente num país com as taxas de homicídio do Brasil. Só a PM mata mais gente do que alguns países em guerra declarada.
Excessos? Sem dúvida. Não advogo aqui tudo o que se faz sob a tática dos blocos negros. Acredito que nem eles. Quando uma esquerda revolucionária retomar seu lugar nas ruas, talvez eles voltem para o fundo das periferias de onde saíram e deixem a direita e a esquerda aliviadas.
Para os que têm dúvidas como eu, repetiria o que me disse um colega há muitos anos numa greve: "eles estão errados, mas se a repressão está do outro lado, eu não tenho dúvida. Estarei sempre do lado de cá.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

sábado, 6 de julho de 2013

Dia 11, braços cruzados por um Brasil melhor. Mudar é preciso!


Dia 11, braços cruzados 

por um Brasil melhor.

 Mudar é preciso!


Dia 11, braços cruzados por um
Brasil melhor. Mudar é preciso!
Participe dos atos organizados pelo Unificados
e junte-se à mobilização nacional
Uma grande mobilização nacional será realizada no dia 11 de julho com o objetivo de fazer avançar a luta da classe trabalhadora e dos movimentos sociais e populares em defesa de seus direitos e por um Brasil melhor. Como a população toda já deixou bem claro nas ruas por meio de gigantescas manifestações, MUDAR É PRECISO!
O Sindicato Químicos Unificados e a Intersindical, juntos a diversas outras entidades e partidos de esquerda, participam destes atos desde seu início e, agora, estão presentes na organização da mobilização no dia 11. Estas mobilizações preveem atraso no início da produção no local de trabalho, manifestações nas ruas, greves em fábricas, atos públicos etc.
Fique atento às atividades que serão realizadas pelo Unificados, nas fábricas e nas ruas, e participe ativamente. Afinal, você também faz parte desta história. Converse com seus familiares, no bairro em que mora e com as companheiras e companheiros de trabalho. Mostre-lhes a importância da participação de todos na mobilização do dia 11: De Braços Cruzados, Por um Brasil Melhor – Mudar é Preciso!
Vamos todos cruzar os braços por
1) Fim da terceirização, com a efetivação de todos(as) – Barrar a aprovação do projeto de lei 4330, que regulamenta a terceirização. As companheiras e companheiros terceirizados têm que ter os mesmos direitos e garantias dos trabalhadores contratados de forma direta. A regulamentação da terceirização irá quebrar e colocar em riscos direitos conquistados e já garantidos na convenção coletiva.
2) Redução da jornada de trabalho, sem redução nos salários – A redução na jornada de trabalho, sem redução nos salários, garante a criação de mais empregos com carteira assinada e proporciona melhor qualidade de vida para os trabalhadores, que terão mais tempo para estudos, descanso, lazer e convívios familiar e social.
3) Fim do fator previdenciário – É preciso acabar com o fator previdenciário, que reduz o valor das aposentadorias, prejudicando ainda mais a aposentadoria. Pela recuperação do poder de compra dos(as) aposentados(as) e pensionistas.
4) Saúde e educação com qualidade – Mais verbas para o setor público, para que ele tenha melhor qualidade de serviços prestados à população. Queremos 10% do valor do Produto Interno Bruto (PIB) para a Saúde e também 10% do PIB para a Educação.
5) Transporte público – Queremos transporte público de qualidade, maior número de linhas e horários e com tarifa zero. O transporte público eficiente reduz a circulação de carros para uso individual, o que reduz o custo com obras viárias, estacionamentos, consumo de petróleo, defende o meio ambiente e aumenta a qualidade de vida, principalmente nas grandes cidades.
6) Reformas agrária e urbana – No campo, pelo fim do grande latifúndio – inclusive de propriedade de grupos internacionais -, improdutivos ou apenas de pastagem: uma reforma agrária que permita ao trabalhador rural morar/sobreviver com sua família e o fortalecimento da agricultura familiar. Na cidade, o fim da especulação imobiliária urbana, com áreas e imóveis abandonados, o que leva à expulsão da população para a periferia, basicamente carente de serviços públicos como esgoto, água, transporte, escolas, atendimento de saúde, creches, energia elétrica, asfalto etc.
7) Democratização da comunicação – Fim do monopólio da comunicação sob o domínio de meia dúzia de famílias no Brasil – que defendem apenas os interesses dos grandes capitalistas – e valorização e legalização dos meios de comunicação populares e alternativos, que falem sobre as reais necessidades e condições de vida da classe trabalhadora e da população em geral.
8) Reforma política – Pela realização de uma reforma política, por meio da realização de plebiscito popular, para maior controle popular sobre os poderes constituídos (executivo, legislativo e judiciário) e regulamentação rígida de financiamento de campanhas eleitorais.
Denúncias
As entidades promotoras da mobilização em 11 de julho também denunciam:
1) O genocídio da juventude negra e dos povos indígenas;
2) A repressão e a criminalização das lutas e dos movimentos sociais;
3) A impunidade dos torturadores da ditadura militar no Brasil (1964/1985);e
4) Contra a redução da maioridade penal.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

As vidas que o PNE poderia mudar

As vidas que o PNE poderia mudar

Talita, Maria, Carlos e Renato ajudam a entender a que se destinam os royalties e o Plano Nacional de Educação

Cinthia Rodrigues - iG São Paulo 
O filho de 1 ano e meio brinca com paus e pedras no quintal e Talita Cristina da Silva, 20 anos, o segue com o próximo bebê já na barriga. “Não pode ir aí”, “Solta isso” e “Cuidado” são algumas das frases que mais diz o dia todo, consciente de que não é a melhor rotina nem para ele nem para ela própria. “Queria que ele fosse para a creche para aprender mais coisas, brincar e eu também poder ir atrás de melhorar de vida”, diz.
Talita e os filhos são exemplos da demanda por educação que o Brasil não conseguiu atender até agora. Por trás da destinação dos royalties para o setor e da consequente aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) com 10% do PIB para a área estão milhões de pessoas como ela que dependem de mais investimento para conseguir o direito ao ensino de qualidade.
O projeto está há dois anos e meio em tramitação no Congresso Nacional e prevê 20 metas que devem ser cumpridas até 2020. Desde a última semana, também inclui uma emenda que destina 100% dos royalties do petróleo para a educação, estratégia do governo para que seja cumprido.
Talita e o filho passam os dias longe da escola:

A jovem de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, aguarda há nove meses vaga para o filho em uma das poucas creches da cidade. No meio da espera, descobriu que o segundo filho está a caminho e logo precisará de duas vagas. “Se não tem vaga nem para o primeiro, imagina agora”, lamenta. Enquanto a meta 1 do PNE é atender 50% das crianças de até 3 anos, a cidade onde vive tem apenas 178 vagas públicas e 2,2 mil nomes na lista de espera. Um retrato de algo que se repete em todo o Brasil, onde há 1,6 milhão de vagas públicas para mais de 10 milhões de crianças na faixa etária.
Por causa disso, Talita deve engrossar o déficit relacionado às metas 11 e 12 , de ampliar a população entre 18 e 24 anos com curso técnico e superior. “Eu era boa aluna, mas quanto mais o tempo passa mais difícil acho de voltar para a escola. Agora já estou pensando em fazer bico quando os meninos estiverem maiorzinhos.”
Morador da mesma cidade, Carlos Vinicius Costa Santos, 14 anos, é mais otimista quanto ao próprio futuro que personifica outros pontos ambicionados no projeto do PNE. Caçula em uma família de cinco irmãos sustentados pela avó diarista, ele é o único que não abandou a escola ou perdeu anos de estudo até o momento. “Acho que meus irmãos pararam por desinteresse mesmo. Eu pretendo ser advogado”, diz .
Carlos fala da desistência dos irmãos mais velhos:
Se apenas concluir o último ano do ensino fundamental já vai ajudar a cumprir a meta 2 , de universalização do ensino fundamental na idade correta, algo que seus irmãos e outros 539 mil brasileiros não fizeram segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, de 2011. A irmã, Taiane, de 16 anos, chegou a concluir com atraso o fundamental e agora se divide entre a busca por emprego e o ensino médio noturno.
Ela dá pistas do que levou ao desinteresse dos irmãos. “O Carlos ainda estuda de dia e em uma escola que quase não falta professor. O colégio (ensino médio) é mais complicado, falta tudo, aula mesmo é raro e tem muita influência ruim”, resume. Ainda assim, ela voltou para a escola ao menos enquanto não encontra trabalho. Melhorar o ensino médio e mantê-la como aluna é a meta 3 do PNE, de atender 85% dos adolescentes de 15 a 17 anos. Atualmente, só 80% estudam – o que significa que 2 milhões de jovens nessa idade estão fora da escola.
O futuro da família se relaciona ainda com a meta 8 , de elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos para os 25% mais pobres e igualar a situação de negros e brancos até 2020. No último Censo, de 2010, apenas um em cada cinco negros acima de 20 anos continuava estudando.
Professores
Renato Babolim Ribeiro, 26 anos, representa outros protagonistas da Educação que aguardam aprovação do PNE para conseguir direitos mínimos: os professores. Formado em Pedagogia em 2011, ele vive em condições precárias com holerites que variam de R$ 51 a R$ 1.200 conforme a época do ano. “Ao contrário das empregadas domésticas, que finalmente conseguiram seus direitos trabalhistas, metade de nós professores ainda seguimos sem 13º, férias e qualquer garantia”, comenta desolado.
Renato expõe a situação de professores por falta de concurso:
Em todo o Brasil, embora faltem professores diariamente em sala de aula, apenas metade dos que atuam nas redes públicas tem cargo efetivo, a meta 18 é elevar para 90% os concursados. Isso mudaria a vida de Renato que hoje é professor auxiliar na rede estadual paulista contratado a cada fim do primeiro bimestre do ano e dispensado às vésperas das férias, em dezembro. Às vezes, ainda dá aulas como substituto, mas nunca tem certeza se terá trabalho ou renda. “São 25 mil professores nessas condições e não tem concurso para PEB 1 (que atende 1º ao 5º ano, na rede estadual de São Paulo) desde 2005. Tenho colega que chega a passar fome em casa alguns meses”, afirma.
Também fazem parte dos objetivos do PNE equiparar a renda dos professores a dos demais profissionais de nível superior ( Meta 17) e garantir em um ano formação continuada nas áreas de atuação, incluindo pós-graduações gratuitas ( Meta 15 ). “Se eu pudesse, já estava cursando pós, mas falta renda e todos os programas oficiais de ajuda são voltados para o concursado, como se o governo não soubesse a nossa situação”, afirma Renato.
Dizem respeito à especialização alguns dos objetivos mais difíceis de alcançar até o fim da vigência do plano, em 2020. Ainda entre os professores, a meta 16 é que 80% dos que atuam na educação básica tenham pós-graduação. Atualmente, o censo escolar apura a escolaridade dos mestres apenas até o nível superior. Mesmo aí já há uma defasagem quase impeditiva: 20% dos atuais professores sequer concluíram curso superior. Em uma pesquisa amostral do Instituto Paulo Montenegro, apenas um quinto havia concluído também pós-graduação. “Infelizmente a gente ainda tem que brigar por coisas mais básicas”, comenta Renato.
A aposentada Maria Pereira Silva, de 57 anos, representa outra enorme demanda por mais investimento em educação por algo ainda mais rudimentar: saber ler e escrever. Ela faz parte dos 12,9 milhões de brasileiros analfabetos com mais de 15 anos – 8,6% de todos nós. Se a meta 9 do PNE for cumprida, em 2020 a alfabetização seria universalizada.
A baiana que vive há 40 anos em São Paulo sonha com esse momento desde a infância. Quando completou 7 anos adiou os estudos pela primeira vez para trabalhar seguindo uma sina de filha mais velha. “Eu era remo de família”, explica. Aos 9 anos, o pai morreu e ela se viu cuidando das irmãs mais novas. Aos 18 anos veio para São Paulo em busca de oportunidade de trabalho e passou duas décadas como empregada doméstica e o restante como diarista.
Maria fala de suas tentativas de estudar: 
“O tempo que sobrava eu dedicava ao meu filho, esse sim estudou. Até faculdade fez”, conta. Maria se matriculou em alguns cursos de jovens e adultos no meio do caminho, mas desistiu por conta das salas cheias e da falta de entrosamento com os colegas mais novos. “O barulho me incomodava. Acho que sala para adulto é diferente de adolescente, a gente precisa de mais atenção e calma”, avalia. Sem conhecer o PNE, ela também pede que as aulas incluam disciplinas que a ajudem a obter renda, exatamente como a meta 10 , que estabelece que uma em cada quatro vagas para adultos seja integrada a educação profissional. “Se eu soubesse um lugar que desse curso de escrita e costura junto, eu correria atrás.”
O PNE traça ainda objetivos para a população deficiente, para aumentar o número de mestres e doutores na educação superior, melhorar o resultado das redes nas avaliações e estimular a gestão democrática nas escolas ( veja todas as metas aqui ). A meta mais discutida da lei, no entanto, é a 20, que trata das fontes de financiamento para garantir que a lei signifique de fato mudanças nas vidas de Talita, Carlos, Renato, Maria, os milhões de pessoas que eles representam e, por consequência, da população toda.
Série: 
Esta reportagem faz parte da série do iG sobre as mudanças que poderão ser ocorrer na  educação do País a partir do investimento dos royalties do petróleo na área. Para entender o contexto, conheçaa história dos royalties no Brasil  e a tramitação dos projetos de lei no Congresso . Nesta quarta, exemplos de outros países que fizeram alto investimento em educação e que podem servir de inspiração ao Brasil serão apresentados.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ataque aos professores de Educação Física Escolar


Novamente o CREF ataque a educação física escolar, o Conselho federal  de educação física regional de SP,após derrota de sua liminar, agora ganha sentença na justiça pela obrigatoriedade do registro e carteira  do  CREF para ministrar aulas de educação física na rede pública do estado de SP, importantíssimo discutir nas instâncias da Apeoesp e nas escolas  para enfrentar esse lobby poderoso do CREF  !!

ATENÇÃO PROFESSORES(AS) DE ED. FÍSICA

Diário Oficial
Estado de São Paulo/ Poder Executivo
Geraldo Alckmin – Governador Seção I
Quinta-feira, 09 de maio de 2013

Comunicado Conjunto CGEB-CGRH, de 8-5-2013

A Coordenadoria de Gestão da Educação Básica e a Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos, da Secretaria da Educação, em cumprimento a sentença proferida nos autos da Ação Civil Pública - Processo nº 0000238-13.2012.4.03.6100 – 9ª Vara da Justiça Federal, movida pelo Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo – CREF4, comunicam:

1. Todos os docentes da disciplina de Educação Física da Educação Básica em atuação na Rede Pública Estadual da Educação de São Paulo deverão obter, obrigatoriamente, o devido registro profissional no Sistema CONFEF/CREFs, de acordo com o Artigo 1º da Lei 9.696/98, devendo apresentar prova do registro ao Diretor da Unidade Escolar.

2. Para fins de contratação/nomeação, o docente deverá apresentar o supracitado registro.

3. Fica obstado ao Estado de São Paulo impedir ou embaraçar a fiscalização do Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo CREF4/SP nas dependências das escolas da Rede Pública Estadual da Educação de São Paulo.

4. A obrigatoriedade do registro aos profissionais da disciplina de Educação Física no Sistema CONFEF/CREF se estende a todos os docentes efetivos e contratados da Rede Pública Estadual da 
 Educação de São Paulo.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Em 7 Estados, mais da metade dos professores são temporários


Em 7 Estados, mais da metade dos contratos de professores são temporários

Suellen Smosinski*
Do UOL, em São Paulo
Em sete Estados brasileiros, o número de contratos temporários de professores da rede estadual ultrapassa a quantidade de contratos efetivos (concursados ou estáveis). São eles: Espírito Santo (71%), Mato Grosso (66,1%), Acre (62,9%), Ceará (60,2%), Mato Grosso do Sul (60,1%), Santa Catarina (59,8%) e Paraíba (51,9%). As informações foram obtidas a partir de levantamento do UOL nos microdados do Censo Escolar 2012.

NOTA TÉCNICA

As informações foram obtidas a partir dos microdados do Censo Escolar 2012, com tabulação realizada pelo UOL. Foram considerados todos os tipos de contrato diferentes por professor e por rede. Isso significa que um mesmo professor pode ter mais de uma contratação: por exemplo, pode ser concursado em uma rede estadual e temporário em uma municipal. Foram contabilizados somente os profissionais que exercem a função de "docente" na escola – no banco de dados há também as funções "auxiliar de educação infantil", "profissional/ monitor de atividade complementar" e "tradutor intérprete de Libras", que foram retiradas desta análise. Recortes diferentes podem levar a resultados distintos
Em média, três em cada dez contratos nas redes estaduais são temporários, de acordo com o levantamento. As outras modalidades possíveis, segundo o Censo, são: efetivo (concursado ou estável), terceirizado ou em regime de CLT.
Professores com contratos temporários não têm estabilidade e possuem menos direitos que os efetivos e concursados. 
Segundo o levantamento, em outras 15 redes estaduais o número de contratos temporários representa de 45% a 20% do total de contratações. Em quatro Estados, o percentual varia de 18% a 14%. O Rio de Janeiro apresenta o índice mais baixo de contratações temporárias, com 3,5%. 
Segundo o promotor de Justiça, João Paulo Faustinoni e Silva, a regra constitucional geral é a de contratação de professores por concurso público. "A Constituição, todavia, admite a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. Como a própria norma afirma, não há número razoável para tais contratações, pois devem ser excepcionais e temporárias", diz o promotor.

Política permanente

Luiz Carlos Novaes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), avalia que sempre haverá professores temporários em qualquer rede. "Os professores se aposentam, saem para estudar, entram em licença maternidade ou licença médica. O índice é aceitável desde que seja temporário. A existência do temporário na rede deve ser transitória, mas não é. Além de ser permanente, ela ainda cresce", diz Novaes.
Para Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), os números mostram que a contratação de temporários passou a ser uma política de pessoal permanente.
Alavarse acredita que a redução desse percentual pode ser obtida com um "simples controle" da realização de concursos, por meio da previsão de aposentadorias e situações como licenças médicas e afastamentos. "Não deveria ter nenhum temporário, porque a necessidade de reposição é previsível", afirma o professor da USP.
As redes estaduais de ensino possuem mais contratos temporários de professores do que as redes municipais. No geral, 31,3% dos contratos das redes estaduais são temporários; já nas redes municipais, o número cai para 25%.

Outro lado

Questionadas pelo UOL, apenas sete das 27 secretarias estaduais de Educação comentaram os percentuais. De modo geral, elas divergem dos números do Censo ora alegando erro de informação por parte das escolas (cada escola informa os dados diretamente ao MEC) ora criticando a defasagem dos números (que foram coletados em maio de 2012). Veja, neste link, as respostas das secretarias.
*Colaborou Simone Harnik